Artigo sobre decoração afetiva

Decoração afetiva: transforme sua casa em um verdadeiro lar

Você já ouviu alguém dizer a frase “lar é onde o coração está”? A decoração afetiva baseia-se nessa premissa. Decore sua casa utilizando elementos pelos quais você tem afeto, como, por exemplo, quadros, vitrolas, lembranças de viagens e até mesmo móveis antigos que fizeram parte da sua infância. É uma forma de deixar o coração mais quentinho e trazer a sensação de que você está, verdadeiramente, em um lar.

Em alusão ao Dia das Crianças, comemorado no dia 12 de outubro, a InstaCasa preparou um #PapoDeEspecialista com a arquiteta Julia Turella Roesler, com o tema “Decoração afetiva: transforme sua casa em um verdadeiro lar”, com o objetivo de te ajudar a entender que, mesmo depois de adulto, é possível levar lembranças do seu crescimento para dentro da sua casa! 

O que é, conceitualmente, a decoração afetiva?

Julia Turella Roesler
Julia Turella Roesler é Arquiteta e Urbanista formada pela Faculdade Belas Artes de São Paulo. Possui experiência em incorporação, projetos residenciais e interiores.

De acordo com Roesler, “trata-se de um tipo de decoração que tem como intenção principal estimular lembranças positivas e felizes, muitas vezes relacionadas não apenas ao morador da casa, mas também à família e sua origem. Basicamente funciona como quando comemos uma comida que gostávamos na infância ou sentimos um cheiro que nos lembra alguém ou algum lugar especial”

O conceito de lar remete ao local onde o morador, ou os moradores, vivencie o senso de pertencimento, aconchego e amor. Nesse aspecto, a decoração afetiva se encaixa com a proposta de escolher itens repletos de lembranças, com a capacidade de conectar uma identificação profunda entre as pessoas e o ambiente em que elas vivem.

“A decoração afetiva é importante para trazer essa sensação de lar, porque além de ser agradável aos olhos, tende a ser algo positivo para a mente. Por exemplo: quando vamos à casa de alguém e a pessoa serve algo com um jogo de jantar que era de algum familiar querido, podemos ter lembranças. Normalmente esses objetos possuem valor sentimental, nos trazem felicidade, nos ajudam a compartilhar histórias e a dar continuidade para elas. Muitos desses objetos remetem, também, à infância ou fases felizes da vida. Todos esses objetos e detalhes podem transformar um espaço em um lar aconchegante. Se engana quem acredita que decoração afetiva seria algo apenas para a população mais rica. Por se tratar bastante de reuso, muitas vezes é mais acessível do que outros estilos decorativos/ arquitetônicos. Ou seja, além de ser algo bom aos olhos e à mente, também é sustentável, uma vez que você reaproveita os elementos”, explicou a arquiteta da InstaCasa.

Quais os principais elementos que compõem a decoração afetiva?

“Não há regras para quais tipos de objetos devem ser utilizados em decoração afetiva. Pode ser desde um móvel que veio de herança de alguém querido, como um objeto novo que foi recebido como presente em um momento especial. Cores e pinturas que remetem a algo bom também são válidas! Por exemplo, eu cresci na casa de praia dos meus avós, que tinha piso de cimento queimado branco. Até hoje, quando entro em um local com esse tipo de piso, sinto aconchego e paz. Esse é o poder que a decoração afetiva tem! De trazer sensações boas de conforto e felicidade. Quando inicia-se um projeto de arquitetura e/ou interiores, o natural é que sejam escolhidos móveis e objetos novos, mas acho importante o arquiteto ter a preocupação em ouvir a história do cliente, de onde ele veio, o que o faz ter boas lembranças, porque muitas vezes, isso se perde com o tempo. Utilizar esses “gatilhos positivos” para projetar, na maioria das vezes, é um desafio, pois criar algo novo, utilizando peças do acervo pessoal do cliente, necessita de mais atenção para que se torne algo harmonioso. Entretanto, o resultado final costuma surpreender positivamente, quando bem feito”, citou a profissional.

Por isso, se você está pensando em levar a decoração afetiva para dentro da sua casa, existe uma série de itens que podem ser interessantes para compor a decoração, como, por exemplo, louças, fotografias, coleções, lembrancinhas de viagem. Você pode, também, apostar em revestimentos de parede, como, por exemplo, papéis de parede com detalhes que ilustraram bons momentos da sua vida, ou um azulejo florido em uma parte da cozinha, presentes em quase todas as casas de avós do mundo. 

Além de levarem para dentro da sua casa a sensação de conforto e aconchego, os objetos utilizados na decoração afetiva podem auxiliar, também, a sua saúde mental, uma vez que surge a sensação de pertencimento, já que você está rodeado de coisas familiares. “A decoração afetiva é uma forma incrível de auxiliar a saúde mental. Nessa pandemia, por exemplo, já que passamos muito mais tempo em casa, foi possível parar e observar o que incomodava, o que agregava ao lar e o que fazia falta. Estar rodeado de boas lembranças auxilia na distração para a situação difícil pela qual estamos passando. A casa é o local que voltamos depois de um dia cansativo, onde nos reunimos, passamos momentos especiais e vivemos. Nosso refúgio. É o núcleo da vida. Por isso é tão importante para a mente que esse local faça jus a sua função: não ser apenas um abrigo, mas sim um lar”, disse Roesler.

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