Como acertar no projeto de luminotécnica da sua casa

Projeto de luminotécnica para a sua casa: um guia completo

Você já entrou em um ambiente que, por ser mal iluminado, acaba se tornando desconfortável? Ou, sem saber explicar o motivo, já se sentiu acolhido em um quarto de hotel? Isso acontece porque a iluminação é um dos itens mais importantes de um projeto de arquitetura e, por isso, deve receber uma atenção especial na sua casa.

Uma boa iluminação impacta diretamente a qualidade de vida dos moradores da casa. Mas o que é, então, uma “boa iluminação”? Seria somente a disposição das luminárias? Qual a influência de luzes quentes ou frias para ambientes diferentes da sua residência? A equipe da InstaCasa, neste artigo, te ajudará a descobrir! 😉

1. Entenda a importância do projeto de luminotécnica para a sua casa

A iluminação da sua casa é tão importante que, para fazê-la, existe um projeto complementar exclusivamente para isso, chamado de projeto de luminotécnica. Este projeto envolve o detalhamento de distribuição de luz, levando em consideração a iluminação natural e, também, artificial. O profissional responsável por fazer o projeto de luminotécnica poderá especificar as luminárias, os tipos de lâmpadas e desenhos de forros.

Na hora de construir a sua casa dos sonhos, é fundamental que você tenha em mente que cada ambiente, de acordo com sua funcionalidade e utilização, pede uma iluminação diferente. É necessário considerar, por exemplo:

  • Uso do espaço;
  • Área de trabalho a ser iluminada;
  • A melhor posição para as luminárias;
  • A decoração como um todo, levando em consideração, inclusive, as cores das paredes.

Imagem que exemplifica um projeto de luminotécnica.

2. Diferentes tecnologias de iluminação

É muito importante, ainda, que você se atente as diversas tecnologias de iluminação disponíveis no mercado:

  • Lâmpadas incandescentes: são as tecnologias de lâmpadas mais antigas e conhecidas. A energia elétrica passa através de um filamento metálico emitindo calor e uma luz amarelada. Isso faz com que as lâmpadas incandescentes se aqueçam muito durante o uso, gastando muita energia;
Exemplo de lâmpada incandescente.
  • Lâmpadas fluorescentes: essas lâmpadas emitem luz a partir da ionização de gases confinados em seu interior, não geram tanto calor e fazem com que a lâmpada tenha uma vida útil um pouco maior que as incandescentes. São encontradas em vários formatos como tubo, compacta, entre outros;
  • Lâmpadas de LED: as lâmpadas de LED são as mais modernas do mercado e muito econômicas em termos de energia. LED é a sigla em inglês para diodo emissor de luz, que são materiais semicondutores que emitem luz quando alimentados por energia elétrica. São as mais ecológicas e duráveis do mercado. Esse tipo de lâmpada já teve um custo mais alto, mas estão cada vez mais acessíveis;
Exemplo de lâmpada de LED.
  • Lâmpadas halógenas: são um dos tipos de lâmpada com tecnologia incandescente, mas com algumas características próprias. Elas têm melhor eficiência energética que as incandescentes comuns. Elas também têm uma cor mais viva e maior vida útil.

3. A importância da cor da luz

Temperatura de cor é uma medida da cor da luz emitida pela lâmpada e não tem nada a ver com o calor produzido pela lâmpada em si. A temperatura de cor é dada em Kelvins (K) , valores menores produzem luzes amareladas e valores maiores produzem luzes azuladas. Por exemplo, as lâmpadas incandescentes têm temperatura de cor por volta de 2.700 K. Já as lâmpadas fluorescentes brancas de tubo costumam ter temperatura de cor por volta de 5.000 K.

De acordo com o time de arquitetura da InstaCasa, a luz branca, popularmente chamada de “luz fria“, proporciona uma situação de atenção, de foco, melhor visibilidade, deixa o ambiente sempre mais em alerta. Por sua vez, a luz amarelada, conhecida como “luz quente”, por ter um toque puxado para o dourado, traz um aconchego, como se fosse um descanso para os olhos.

Há, ainda, a necessidade de considerar a qualidade de reprodução das cores que uma lâmpada fornece. Isso é essencial em alguns cômodos da sua casa, como, por exemplo, o seu espaço de home office. Essa qualidade é medida pelo Índice de Reprodução de Cor (IRC), que define a fidelidade de cor que a iluminação de certa fonte de luz reproduz nos objetos. O IRC é um valor percentual que mostra o quanto uma determinada luz permite visualizar cores com precisão, considerando a luz solar como nossa referência de qualidade.

Quanto maior o IRC, mais natural será a cor do item que está recebendo a iluminação. Por isso, fique atento, produtos com IRC entre 80 a 100 reproduzem mais fielmente as cores, independente da sua temperatura de cor (K). A maioria das lâmpadas incandescentes, por exemplo, possuem um IRC perto de 100 e, por isso, sua qualidade na reprodução de cores é muito boa. Já lâmpadas fluorescentes e de LED geralmente possuem IRC próximo de 80.

Exemplificação da diferença entre as cores quentes e cores frias.

4. Tipos de lâmpada para compor o seu projeto de luminotécnica

Além das diferentes tecnologias de iluminação, você poderá encontrar, no mercado, lâmpadas de diferentes formatos, a depender de sua utilização. Abaixo, temos alguns exemplos, como:

  • Lâmpada bulbo: a lâmpada bulbo é uma das mais comuns e tradicionais do mercado de iluminação. São aquelas arredondadas, encontradas, comumente, com a tecnologia de LED;
Exemplo de lâmpada bulbo.
  • Lâmpada dicróica: uma lâmpada dicróica é uma lâmpada que possui um refletor usualmente feito de vidro, coberto por um revestimento de material dicróico, ou seja, revestido com um filme metálico especial que reflete certas cores e permite que outras o atravessem;
  • Lâmpada AR:  lâmpadas AR emitem uma faixo de luz focal e são as preferidas por galerias de arte, arquitetos e designers de ambientes, pois o produto possui efeito decorativo, além de iluminar;
  • Lâmpada PAR: a lâmpada PAR emite uma luz mista entre focal e difusa. Podem ser blindada,s o que garantem resistência à umidade. Muito utilizada em iluminações externas de jardins;
  • Fita de LED: a fita de LED, por ser um rolo flexível, é um tipo de iluminação que permite aplicações mais criativas. Pode ser encontrada em diversos comprimentos e larguras, porém, o padrão mais comum e fácil de encontrar possui 5 metros;
Exemplo de fita de LED.
  • Lâmpada halopin: esse tipo de lâmpada é pequena e muito potente, amplamente utilizado em lustres, balizadores, arandelas, pendentes e outros. Esse tipo de lâmpada confere ao foco de luz um ângulo de 360 graus, permitindo assim um maior alcance de luminosidade;
Exemplo de lâmpada halopin.
  • Filamento: lâmpada de filamento é uma ótima opção para quem gosta de um visual mais retrô na decoração. Com uma luz mais amena e aconchegante, esse tipo de lâmpada leva conforto e elegância para a sua casa. O seu grande diferencial é que ela possui o seu filamento exposto dentro do bulbo de vidro, se transformando em uma verdadeira peça de decoração;
Exemplo de lâmpada de filamento.
  • Tubular: como o próprio nome já diz, são lâmpadas com formato de tubo, muito utilizadas em ambientes de trabalho, tanto comerciais como residenciais. O formato tubular é normalmente utilizado em cômodos como cozinhas e escritórios, pois confere iluminação total ao ambiente; 
Exemplo de lâmpada tubular.
  • Bolinha: são pequenas e arredondadas, comumente vistas em penteadeiras ou espelhos. Locais como esses pedem uma iluminação mais difusa, já que a luz pode interferir no resultado do seu look ou da maquiagem, por exemplo. Para obter uma iluminação ambiente mais parecida com a natural, é recomendado que faça a mistura entre as lâmpadas bolinhas amareladas e brancas;
  • Lâmpada RBG: a lâmpada RBG, encontrada no mercado com tecnologia de LED, possui um conjunto de três LEDs encapsulados, cada um com uma cor distinta: o vermelho (red), o verde (green) e o azul (blue). O RGB se refere, portanto, às cores primárias para a luz. Misturando-se as três e mudando suas intensidades individualmente, podemos fazer qualquer cor do espectro visível. Diferentemente de uma lâmpada comum, que você compra somente uma cor, no caso da RGB você compra as três cores em um único LED. Isso permite que você escolha e mude a cor quando quiser, a partir de um controlador RGB, que é uma espécie de controle remoto para a sua lâmpada;
Exemplo de lâmpada RBG.
  • Smart Lâmpada Wi-Fi: mesmo sem possuir um sistema de automação em casa você pode controlar a iluminação direto do seu celular. Lâmpadas com tecnologia Wi-fi são conectadas diretamente no bocal padrão e conectadas à sua rede Wi-fi, o controle da lâmpada será feito por meio de um aplicativo no seu smartphone. Por meio do app, você pode combinar cores e criar uma ambientação ideal, e também controlar a intensidade da luz, criando cores quentes ou frias, dependendo da ocasião. São, atualmente, queridinhas para um projeto de luminotécnica.
Exemplo de uma smart lâmpada wi-fi.

5. Escolha boas luminárias para a sua casa

Um bom projeto de luminotécnica depende, principalmente, de como é o local onde o acessório de iluminação será instalado. Se o forro da sua casa for de gesso, por exemplo, você pode utilizar luminárias embutidas, que dão muita liberdade ao projeto de iluminação. Já se for fazer um projeto direto no teto, é necessário analisar os pontos existentes de iluminação e talvez instalar trilhos para acoplar as luminárias.

Abaixo, confira a lista de luminárias existentes e criativas que poderão compor o seu projeto de luminotécnica:

  • Luminárias embutidas: as luminárias de embutir são as principais luminárias utilizadas em espaços que possuem forro, independente do material em que este foi feito. Elas costumam dar um ar mais clean para o ambiente, uma vez que, com sua instalação, o teto fica praticamente plano. Podem ser encontrados no mercado diversos modelos, como: retangulares, quadradas ou redondas, além de serem constituídas de alumínio, aço, acrílico ou policarbonato;
Exemplo de luminárias embutidas.
  • Luminárias sobrepostas: Extremamente práticas e adaptáveis, as luminárias de sobrepor são indicadas para serem instaladas diretamente na laje do local escolhido. Possuem grande variedade de cores e tamanhos, além de uma instalação simples;
Exemplo de luminária sobreposta.
  • Arandelas: as arandelas são um tipo de luminária que ficam presas à parede. Elas fornecem uma iluminação indireta;
Exemplo de arandelas.
  • Lustres: usados no teto, os lustres geralmente são volumosos e podem ter vários braços ou ramificações. Eles costumam ser, não apenas um item de iluminação, mas também um destaque na decoração, trazendo charme e sofisticação ao ambiente;
Exemplo de lustre.
  • Pendente: os pendentes também são presos ao teto, mas estão ligados a um fio longo para deixar a luz mais próxima ao local de iluminação. Eles geralmente são menos volumosos que os lustres, e também podem adicionar uma elegância extra ao ambiente onde é utilizado;
Exemplo de pendentes.
  • Balizador: os balizadores são luzes usadas para indicar um caminho. São comuns em jardins e no caminho entre o portão e a porta de entrada da casa ou prédio, também são muito utilizados internamente em corredores ou em escadas;
Exemplo de balizadores.
  • Spot: é um elemento de teto usado para direcionar a luz e destacar algum item de decoração;
  • Plafon: o plafon é uma luminária de teto em que a lâmpada fica escondida por uma cobertura translúcida. É usado para deixar a iluminação mais homogênea;
  • Abajur: o abajur tradicional é usado para deixar a iluminação mais suave e pontual. Pode ser encontrado em vários modelos, como os clássicos, rústicos, contemporâneos, de mesa, de pé, entre outros;
Exemplo de abajur.

6. Como não errar no projeto de luminotécnica para cada ambiente da sua casa

Agora que você já entendeu mais sobre iluminação residencial, veja os tipos ideais para cada ambiente da sua casa:

  • Quartos: Um espaço de descanso pede, em geral, uma luz mais relaxante. Por isso, neste ambiente, lâmpadas com temperatura de cor mais amareladas são a pedida ideal. Você pode utilizá-las em arandelas, abajures, trilho de spots ou paflons. Isso causará uma sensação de aconchego e acolhimento;
Exemplo de iluminação para o quarto.
  • Sala de estar: para a sala de estar, que é um ambiente que costuma ter grande tráfego de pessoas, pense em mais de uma opção de iluminação. Aqui você pode abusar de lustres, pendentes, abajures e spots, criando as diversas cenas. Uma luz aconchegante para os momentos de relaxamento, mas também uma luz mais clara para outras atividades, como para receber visitas;
Exemplo de iluminação para a sala de estar.
  • Home office: caso o espaço de home office seja integrado com a área social, é interessante apostar em uma luminária de mesa com um design especial. A tecnologia da iluminação é muito importante, principalmente pra quem precisa de um índice de reprodução de cor mais alto. Caso o seu home office seja integrado, padronize a tonalidade da luz e use uma luminária de mesa para dar foco;
Exemplo de iluminação para o home office.
  • Cozinha e sala de jantar: A cozinha é uma área de trabalho que pede iluminação mais clara e abundante. Acima do fogão e das bancadas, principalmente, você deve ter iluminação suficiente para conseguir enxergar bem os alimentos enquanto os prepara. É interessante dar preferência por iluminação em vários pontos em vez de apenas uma fonte única central. Já na sala de jantar, você pode pensar em duas iluminações, uma mais focal sobre a mesa e uma indireta para o ambiente. Um pendente no teto logo acima da mesa é uma boa pedida. Coloque a luminária sempre acima da altura dos olhos, de forma que todos possam conversar confortavelmente durante a refeição;
Exemplo de iluminação para a cozinha e para a sala de jantar.
  • Banheiro: no banheiro, você pode usar diferentes fontes de luz. Não esqueça de colocar pelo menos um ponto na área do box. Pode utilizar fitas de LED atrás do espelho, por exemplo, e arandelas próximas ao chuveiro ou banheira, para fazer com que a hora do banho seja ainda mais relaxante, com luzes puxadas para o amarelo.
Exemplo de iluminação para o banheiro.

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