Mercado imobiliário em 2020

Gerenciando a crise: a tendência do mercado imobiliário para 2020

Nos últimos 5 anos, percebemos que o mercado imobiliário brasileiro decaiu por conta da crise que assolou o território nacional. Havia, entre as empresas, uma percepção de que qualquer empreendimento lançado seria potencialmente desastroso para o loteador, já que as pessoas perderam o poder de compra, ficaram desempregadas e precisaram enfrentar um período turbulento. Ou seja, elas queriam comprar, mas realmente não podiam!

Nesse período, os loteadores preferiram desacelerar. Muitos acreditaram que lançar um empreendimento significaria mais prejuízo do que lucro. Afinal, como pagariam centenas  de carnês de IPTU dos lotes caso não fossem vendidos? Tempos difíceis.

No último trimestre de 2019, nós da InstaCasa percebemos uma diferença entre nossos loteadores parceiros: os empreendimentos eram lançados e, em seguida, quase totalmente vendidos, coisa que não acontecia nos anos anteriores. Uma grata surpresa!

Com a chegada do ano novo, observamos empreendimentos antes previstos para lançar em 2019, serem postergados para 2020. Isso acontece em função do loteador acreditar em uma expectativa melhor de desempenho, e postergando em 3 ou 4 meses o lançamento já faria uma diferença no arranque de vendas. Sendo assim, essa situação já demonstra uma boa perspectiva de melhora, apesar da contínua crise financeira que leva em consideração a queda do poder de compra em função da  inflação (que “comeu” todo o poder de compra do cliente) e os custos da execução  das obras de infraestrutura, que ficaram mais caros.

Posso dizer, em comum acordo com os diretores das construtoras Jacy e MBigucci que bateram um papo comigo no talk sobre “Expectativas Econômicas para o Mercado de Construção Civil”, durante o Clube Casa & Design Summit 2020, que este ano é o ano da aposta para o mercado imobiliário! Empreendedores e o público em geral estão sentindo o movimento de retomada do mercado. A expectativa é que este bom momento possa se manter pelos próximos 5 anos, equilibrando a balança do até então período de “vacas magras” que o nosso mercado teve recentemente.

Talk sobre "Expectativas Econômicas para o Mercado de Construção Civil"
Talk sobre “Expectativas Econômicas para o Mercado de Construção Civil”

Então, para aumentarmos nossas expectativas, precisamos observar as novas tendências, como a geração de consumidores buscando lotes mais enxutos, e isso se aplica também para as pessoas que possuem condições de comprar um lote maior. Um lote menor significa facilidade e praticidade. Grande parte dos clientes não querem mais um jardim gigante, que precisará de jardineiro, nem mesmo uma piscina, já que uma boa área de lazer no próprio empreendimento ou em um clube pode oferecer isso sem a necessidade da manutenção sair diretamente do bolso do proprietário.

Há, ainda, a questão de loteamentos com um tamanho de lote menor, porém qualificados e fechados. Antes, isso não existia. Lote fechado sempre foi associado diretamente ao alto padrão, ou seja, que somente pessoas de poder aquisitivo mais alto teriam acesso a estes produtos. Hoje, temos em nosso pipeline empreendimentos com lotes a partir de 140m² em empreendimentos fechados, o que me faz acreditar que o futuro é exatamente esse. Lotes menores como estes em loteamentos fechados (chamados popularmente de “condomínios”)  oferecem segurança e qualidade de vida para seus moradores e atraem novos compradores que, buscam exatamente estas características em um produto acessível, possibilitado pelo ticket mais baixo em função do menor tamanho do lote. Ou seja, existe aí uma demanda reprimida que deve ser explorada.

Smart Cities também são tendências porque englobam o conceito de comunidade: um desenho urbano diferente, tecnologias à disposição de todos, como Wi-Fi com cobertura no bairro, câmeras de segurança que protegem os moradores e até postes com led carregados por painéis solares garantindo inovação e sustentabilidade. Desta forma, futuramente, também devemos observar investimentos sofisticados, como os sensores que acendem os postes de energia caso pessoas ou veículos estejam passando.

Devemos nos aproximar da nova geração com nossas mentes alinhadas às pretensões de uma sociedade que anseia por praticidade. Assim, a economia se manterá aquecida e nós seguiremos vendendo, mesmo em meio aos constantes terremotos em nosso mercado imobiliário.

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